terça-feira, 20 de maio de 2008

Pessoa-árvore

Para Ítalo

Tantos nomes inventou
sobraram dois verdadeiros
Antonio e Nogueira

Enquanto Pessoa escrevia
poemas
Antonio sonhava
na sombra da nogueira

10 comentários:

Í.ta** disse...

Adorei!
Fico muito feliz que tenha se identificado tanto com meu texto sobre o Pessoa.

E muitíssimo obrigado pela dedicatória deste poema (lindo como sempre).

beijos,
Í.ta**

Carmelita T. Tomasoni disse...

Bom dia,
Não deixe de visitar os meus escritos
lucubracoesnoturnas.blogspot.com
Abraços.

regina disse...

Suzana:
funcionou pro Ítalo, mas é complicado, porque precisa de explicação... Eu não entendi, algum tempo depois de ter lido o artigo do Ítalo: quem é Nogueira?
Gostei como poema, não gostei como semântica de poema...
Sou chata: poema tem que ter semântica!
bj

Suzana Mafra disse...

Regina

Você tem toda razão, a idéia era colocar uma nota explicativa, tipo: o poema faz referência ao nome completo do poeta Fernando Pessoa (Fernando Antônio de Nogueira Pessoa). Optei por deixar assim. Pareceu-me que uma nota estragaria um pouco a brincadeira do poema.

Por outro lado, o blog é um espaço rascunho, nada aqui é definitivo.

És a segunda pessoa (e não Pessoa) que interfere em um poema meu aqui no blog (a outra foi a Adriana Lisboa). Isso significa que tenho bons leitores.

Chatice não é gostar de semântica. Chatice é elogiar sem gostar.

Carvalho é uma árvore e tanto.

Já não lembro se teu nome tem nomes à sombra (entre Regina e Carvalho).

Abraço com folhinhas de silva.

P.S. Relendo Rakushisha de Adriana Lisboa, na página 70, haikay de Bashô:

Há muito tempo
quem lavava a cassarola?
violetas em flor

Alaide disse...

Oi Suzana!
Li na Revista Bons Fluídos falando sobre seu blog e vim conferir!

Adorei!

Beijos!

Suzana Mafra disse...

Correção:

O haikai citado no comentário anterior faz parte do Diário de Saga do poeta japonês Matsuo Bashô, mas foi escrito por Sôha.

Transcrevo o poema no idioma original:

MUKASHI TARE
KONABE ARAISHI
SUMIREGUSA
(SÔHA)

Alaide disse...

Oi Suzana!

Então, foi citado na edição de Junho, não sei se você já encontra nas bancas, pois sou assinante e eles sempre entregam antes do mês começar...

Beijos! :)

Cynthia Lopes disse...

Bom eu não li o texto do Ítalo, mas compreendi perfeitamente o sentido do poema que muito me agradou (e eu não preciso bajular ninguém, rsrsrsrs....). Bjkas

regina disse...

Su:
gostei da aula, pissora!
Olha que já li tudo do Pessoa, embora não seja fã ardorosa dele, mas sou do Alberto Caeiro...
E não me lembrava de que ele tivesse um Nogueira no nome.
Carvalho é uma boa árvore (em todos os sentidos, hehehe), mas não existe nada no meio. É pequeninho assim, mesmo. Papai deve ter sentido que a filha ia ficar bem nanicazinha...Pôs nome que combinasse.
beijão.

Rubens da Cunha disse...

bom, com a tua explicação pra Regina, li e gostei mais do poema :))
beijos