segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Serenidade

Alguém disse que tenho isso
alguém que costuma dizer a verdade

Encontrei um novo ofício:
juntar penas ao longo do caminho

As aves (marias) me escolheram
rezo pelas penas que não sinto

8 comentários:

Sandro Schlindwein disse...

Belíssimo...

Anônimo disse...

Suzana um poema muito especial.
E muito TEU!
Não sei se estou certa mas parece
que sinto uma muito bem vinda,
muito importante e benéfica, influência de mulheres como
Adélia Prado, Cecília Meireles e
Clarice Lispector.
Coisa boa, né menina?
Gostei demais dessas penas que não sentes, é tão pleno de veredas e faz permutas com aves, com Marias...
Daqui do litoral sul vai abraço.
Fatima.

Sandro Schlindwein disse...

Obrigado Suzana, pelo seu comentário no meu blog. Aprecio muito o que você escreve, e leio com regularidade o seu blog (e pretendo ler o seu livro também, ainda que eu não seja, confesso, um assíduo leitor de poemas...mas estou me esforçando para me tornar...). Abraço. P.S.: de certa maneira, somos "vizinhos" já que sou natural de Guabiruba...

regina disse...

Tavas muito inspirada, comadre.
AMEI!
bj

Rubens da Cunha disse...

Gosto muito deste teu tom existencialista.
abraços

Í.ta** disse...

adorei, suzana!

suave.

parabéns!

abraço grande.

Adriana Lisboa disse...

Oi, Suzana, um olá e uma alegria, este poema perfeito.
Só hoje vi a carta para adriana lisboa que você postou neste blog faz um tempo. mas afinal os correios andaram de greve, não? obrigada por escrever. te deixo um abraço daqui da parte de cima do planeta, que também pode (e parece) estar muito de cabeça pra baixo.
às vezes a maré não está pra peixe, mas as borbolet(r)as e as aves (marias) sobrevoam plenas, planas, soberanas.

Valdomiro da Motta, jornalista disse...

A palavra tem uma essência que somente os sensíveis conseguem tê-la palpável e comprender seus traços. Muito bom. Parabéns!