quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Poema para meu avô

meu avô, não conheci
a casa ainda existe

meu avô tinha livros -
comerciante e erudito

os filhos de meu avô
tomaram outro rumo

o meu avô (ausente)
nos deixou de presente:

cestos
que trançou com as mãos

e textos
os lusíadas de camões

6 comentários:

Rodolfo disse...

e os netos desta geração?
o que dirão?
Um beijo.

Vieira Calado disse...

Livros! Sim, os livros.
São (quase) eternos.
Quanto às minhas preferências, bom... A ciência sempre me fascinou.
A poesia é para as horas vagas.
Bom resto de semana para você.

Priscila Lopes disse...

Estranho. Já li este poema.

(Onde?)


Obrigada pelo comentário. Bem criativo:
o pior cego é aquele que não quer ver
dade


Abraços!

Suzana Mafra disse...

Priscila,
este poema foi publicado na coletânea do Sinergia, daí a lembrança (acho).
Obrigada pela visita.
Abraço!

Priscila Lopes disse...

Excelente. Eu tenho o exemplar da seletiva a qual se referiu, do Sinergia. Faz anos isso, mas o seu poema - como podes perceber - mr marcou pela maturidade e sensibilidade.

Fico contente de, anos depois, encontrá-la na internet e de nos correspondermos.

Você vai participar este ano? As inscrições terminam no início de dezembro.

Abraços,
Cinco Espinhos.

Kali disse...

A casa ficou
Um livro sobrou
Avô que deixou
Cestos trançou

Veja como me inspiras!
Ha ha ha!
Obrigada por compartilhares Júlio e Amilcar conosco.