domingo, 10 de maio de 2009

A hipocrisia venceu, pensam os hipócritas. Vou ficar quieto pra ganhar o meu, pensam os covardes. E assim caminha a humanidade.

Aqueles que antes nos instigavam a sair às ruas e protestar, agora nos calam, nos emudecem, e nos ameaçam.

Alguns fazem pelo dinheiro, outros pelo poder, outros pelo Partido. Não reparam nos corações partidos.

A minha alma, declaradamente decepcionada.

Pulsa em mim, graças a Deus: dignidade.

13 comentários:

Regina Carvalho disse...

Deixa pra lá, guria, não vale a pena,não...
Já sabes: os cães ladram...e a caravana passa.
Bom te ver de volta, desabafando,o que é bom sinal.
beijão

Cinen de Sousa disse...

Parabéns querida! Não cale, porque seu canto é luz...

Cynthia Lopes disse...

Suzana, texto absolutamente perfeito inclusive em conteúdo, vivamos esta dignidade. Bjs

Mari disse...

Ola..Adorei seu cantinho, vem tb visita o meu.....Bjs

Rubens da Cunha disse...

aqui na Joinvilandia andam dizendo a mesma coisa...

infelizmente.

abraços poéticos

Denise disse...

Sim
Lamentavel....Já acreditei,já fiz politica junto,ja torci.
Hoje lamentavelmente olho e a unica coisa q me conforma de saber-me digna e não ter me corrompido junto.
Ou seja,mesmo lamentando as escolhas dos outrois mantive-me digna assim como vc.

beijo

Bom ter vindo aqui,o mundo carece de conteudo e aqui temn de sobra.
Denise

Anônimo disse...

Muito bom.
Adorei seu blog,e suas idéias.
Vou voltar.

Victor Colonna disse...

Sazana,

Parabéns pelo seu blog, Sou poeta e também criei um blog de poemas e crônicas para divulgar meus trabalhos. Se puder, dê uma passada
por lá. Seguem aí um poema e uma crônica! Grande abraço!


CURTO-CIRCUITO (Victor Colonna)


De repente eu paro e olho: é ele!
E desengato marcha-a-ré crescente
Meu rosto fica roxo, vermelho
E desamarra-se o elo da corrente.

Curto-circuito, incêndio, tragédia!
E meu cabelo arrepiado espeta
E meu pulso desencapado te choca
E meu corpo endiabrado, capeta.

E meu peito pega fogo: vida
Um calor que se desprende e solta
Amor é caminho longo: é ida
É só ida. Não tem volta.


CRÔNICA SOBRE O TEMPO

Durante muito tempo vivi apenas das lembranças do passado e da esperança no futuro. Vivia apressado, estressado, cansado, era como se nunca sobrasse tempo para mim.

Recentemente, resolvi assumir o que sou e fazer o que gosto: escrever.

Desde então, apesar de trabalhar muito mais - não é fácil a vida de escritor neste país - o tempo se fez presente pra mim.

As horas, como por milagre, multiplicam-se, desdobram-se generosas , tiro mais de mim e sobra mais de mim, sobra mais para mim.

Divido-me em mil tarefas mas sinto-me inteiro, íntegro.

Sei não. Tempo parece ser muito mais uma questão de amor do que de relógio!

Vieira Calado disse...

Dignidade, sim, para além de tudo!

Um valor que se vai perdendo.

Beijinhos

Ivan Marinho de Souza disse...

Se nos calarmos, deixaremos que a hipocrisia e a impunidade tome conta da nossa vida. Diga não ao silêncio covarde!!!

http://eriolmala.blog.uol.com.br/

Anônimo disse...

Victor... você faz isso sempre? Fica publicando seu trabalho no lugar dos comentários e blogues dos outros?
Arte é dignidade... Pelo que fez espero que não ganhe visitas.

Priscila Lopes disse...

lembrou-me Cazuza:

"o meu partido é um coração partido e as ilusões estão todas perdidas meus sonhos foram todos vendidos, tão barato que eu nem acredito..."

um abraço

Valdir Appel disse...

Suzana,
Outro dia comentei com a Regina: só mudam os coronéis, e resto nada muda.
Continue com o teu excelente trabalho.
Abraço