Pode ser comprado nas Livrarias Curitiba, ou por meio do site http://www.livrariascuritiba.com.br
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Meu livro de poemas
Aí está meu filho mais recente, contendo a minha produção poética aqui do blog e também diversos textos inéditos:
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quinta-feira, 28 de março de 2013
Noite estrelada
A noite pode alcançar
uma alma triste
a noite ao alcance de uma alma
A noite pode colocar
estrelas no meu coração
pode colocar estrelas no teu triste coração
estrelas com gosto
de mar
A noite me acorda para o lado
sossegado da vida
A noite me adorna adormecida
Até os prédios ficam bonitos no escuro da noite
lembram árvores de natal
gigantes
uma alma triste
a noite ao alcance de uma alma
A noite pode colocar
estrelas no meu coração
pode colocar estrelas no teu triste coração
estrelas com gosto
de mar
A noite me acorda para o lado
sossegado da vida
A noite me adorna adormecida
Até os prédios ficam bonitos no escuro da noite
lembram árvores de natal
gigantes
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Lápis
Instrumento da escrita invisível
um risco para o poeta correr
também uma forma de o poeta
escrever na areia da praia
e ser livre como a gaivota
(sem rastros)
livre dos papéis para organizar
livre dos textos para aperfeiçoar
livre da função burocrática do escritor
(livre da canalhice)
um risco para o poeta correr
também uma forma de o poeta
escrever na areia da praia
e ser livre como a gaivota
(sem rastros)
livre dos papéis para organizar
livre dos textos para aperfeiçoar
livre da função burocrática do escritor
(livre da canalhice)
domingo, 23 de setembro de 2012
Reconhecimento
Os garapuvus são meus
os ipês teus
as árvores nuas são de ninguém
a pele tua é musgo veludo
a minha, branca velada
Imagem
natureza morta-viva:
as nossas pegadas na praia da Lagoinha no ano de 1986
estão embaixo da natureza morta e da natureza viva
natureza morta: espinha de peixe
natureza viva: 2 caranguejos
Imagem
natureza móvel:
eu e tu caminhando no vento
faz muito tempo
em algum lugar do mundo, o vento nos leva dentro
Imagem
tu caminhando no parque
reconhecimento de árvores
goiabeira, ingazeiro, ticum
Tutancâmon dorme há mil anos
mil anos te espero no bosque
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Lísias, Ruffato
Comprei no mesmo instante dois livros de dois autores brasileiros premiados e desatei a ler. Quando a leitura do primeiro passara da metade, larguei e peguei o outro. Antes de terminar a leitura do outro, retomei a do primeiro. Em menos de 24 horas, abrangendo parte de dois dias, com as devidas pausas, terminei as duas leituras.
Eu já tive uma fraca vontade de me suicidar, mas nunca colecionei nada, ao menos que eu me lembre. O céu dos suicidas, de Ricardo Lísias, é narrado em primeira pessoa, tem capa bonita, repleta de selos e algumas notas, percebe-se um zelo na concepção do livro, orelha esquerda com a foto do autor que é exatamente igual a como ele é ao vivo, ou ele não envelheceu depois de tirá-la. Na orelha direita uma resenha escrita por um professor da Universidade de Princeton (não li, digamos que, para não influenciar esta análise amadora). O céu dos suicidas é composto de capítulos curtos, começam numa página e terminam na página seguinte. A estampa (mancha) no papel é pequena, deixando espaço suficiente para o leitor descansar. Esse espaço gigante me agradou, podia dar um respiro longo, sentir paz e desejar paz ao personagem.
De que trata O céu dos suicidas? Poderia dizer que o protagonista se sente culpado pelo suicídio de um amigo. Mas não é somente disso que trata o romance. Poderia dizer que o romance faz uma crítica às religiões por não admitirem o céu aos suicidas, mas não é exatamente disso que a obra trata. O melhor a dizer é que o livro fala de coisas que acontecem com pessoas que sentem.
O livro Estive em Lisboa e lembrei de você, do Ruffato, estrutura-se em duas partes. Os parágrafos são longos, escrita corrida, diálogo entretecido no texto, mas destacado por aspas. Tem capa com fundo preto e galos coloridos (a minha ignorância pergunta se esses galos são Cataguases ou portugueses - no verso da página de rosto, nada encontrei a respeito da capa, além do “retina_78”). Traz nas orelhas a foto do autor, idêntica como ele é ou era, no Festival do Conto, onde comprei os livros.
O que essas duas obras tem em comum é que deixam pistas indicativas de serem histórias reais. Ruffato, por meio da nota inicial, declara que a história partiu de um depoimento minimamente editado. Ricardo Lísias depõe em palestras que escreveu o texto a partir do suicídio de um amigo, além de emprestar seu nome ao personagem.
A verdade é que os dois livros são obras perfeitas, bem acabadas. Obras de arte.
A inicial do nome de um, é inicial do sobrenome do outro. O que mais os escritores Luiz Ruffato e Ricardo Lísias tem em comum? Autógrafos ilegíveis.
Eu já tive uma fraca vontade de me suicidar, mas nunca colecionei nada, ao menos que eu me lembre. O céu dos suicidas, de Ricardo Lísias, é narrado em primeira pessoa, tem capa bonita, repleta de selos e algumas notas, percebe-se um zelo na concepção do livro, orelha esquerda com a foto do autor que é exatamente igual a como ele é ao vivo, ou ele não envelheceu depois de tirá-la. Na orelha direita uma resenha escrita por um professor da Universidade de Princeton (não li, digamos que, para não influenciar esta análise amadora). O céu dos suicidas é composto de capítulos curtos, começam numa página e terminam na página seguinte. A estampa (mancha) no papel é pequena, deixando espaço suficiente para o leitor descansar. Esse espaço gigante me agradou, podia dar um respiro longo, sentir paz e desejar paz ao personagem.
De que trata O céu dos suicidas? Poderia dizer que o protagonista se sente culpado pelo suicídio de um amigo. Mas não é somente disso que trata o romance. Poderia dizer que o romance faz uma crítica às religiões por não admitirem o céu aos suicidas, mas não é exatamente disso que a obra trata. O melhor a dizer é que o livro fala de coisas que acontecem com pessoas que sentem.
O livro Estive em Lisboa e lembrei de você, do Ruffato, estrutura-se em duas partes. Os parágrafos são longos, escrita corrida, diálogo entretecido no texto, mas destacado por aspas. Tem capa com fundo preto e galos coloridos (a minha ignorância pergunta se esses galos são Cataguases ou portugueses - no verso da página de rosto, nada encontrei a respeito da capa, além do “retina_78”). Traz nas orelhas a foto do autor, idêntica como ele é ou era, no Festival do Conto, onde comprei os livros.
O que essas duas obras tem em comum é que deixam pistas indicativas de serem histórias reais. Ruffato, por meio da nota inicial, declara que a história partiu de um depoimento minimamente editado. Ricardo Lísias depõe em palestras que escreveu o texto a partir do suicídio de um amigo, além de emprestar seu nome ao personagem.
A verdade é que os dois livros são obras perfeitas, bem acabadas. Obras de arte.
A inicial do nome de um, é inicial do sobrenome do outro. O que mais os escritores Luiz Ruffato e Ricardo Lísias tem em comum? Autógrafos ilegíveis.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Lenço de cetim
Laço-de-cetim
floresce todo ano
uma única vez
laço de cetim
laço de alegria
laço de explosão
fogos de cetim
uma única vez
afagos
paixão de festim
floresce todo ano
uma única vez
laço de cetim
laço de alegria
laço de explosão
fogos de cetim
uma única vez
afagos
paixão de festim
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